Malas prontas

Não sei se é a regra para quem viaja muito, mas sempre preferi marcar o assento do corredor.

Agonia de ficar dependendo de outra pessoa, deve ser.capa02

Mas a sensação de ter que pedir licença pra se levantar me deixa louca.

Pense num vôo de 10, 12, 14 horas em que a pessoa ao seu lado tomou Dramin ou Rivotril?

E você ali, querendo esticar as pernas – na melhor das hipóteses.

Só que pode acontecer de você ter problemas para marcar o assento ao comprar o “pacote”.

Foi o que aconteceu comigo. Tentei todos os dias, por dois meses, marcar meu tão almejado corredor e nada. Sistema indisponível.

Ao realizar o check in na Turkish Airlines, em Guarulhos, a atendente – gentilmente – me alocou na Janela nos dois vôos.

Eu poderia ter me chateado, tomado um Donaren ou outro indutor, mas não.

Assim que vi o assento “A” resolvi me jogar de “peito aberto”.

E vi um nascer do sol belíssimo.

Vi também as areias do deserto do Saara.

Enquanto olhava o deserto, pensava que ali Antoine encontrou – há muito tempo – um pequeno Príncipe. E soube da Rosa. Da raposa. E da cobra.

E, como não existem coincidências, o livro estava ali, na bolsa de minha mãe.

Vi também um pôr-do-sol escandalosamente lindo.

E percebi que estava bem perto de Deus.

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