Panegírico

Aspas.
Escritor, enfermeiro, militar, goleiro, músico, humorista, e colunista. Além de pai, marido, filho, irmão e amigo.
Intenso.
E viveu intensamente os seus quase 40 anos – morreu faltando pouco menos de dois meses para o aniversário.

Escritor de um livro não publicado. Enfermeiro e militar da Aeronáutica. Goleiro de um time de irmãos de armas. Músico, humorista e colunista de todos os eventos e festas que frequentava.10347395_796235333734003_958770504893293433_n
Ele, por si só, era um evento. Divertido, exagerado, dramático…
Seria pisciano, não fosse taurino.

Mesmo conhecendo alguns de seus defeitos, reservo-me ao direito de guardar somente suas qualidades.

É interessante o amor que nos une.
Sinto sua falta, é claro. Mas é como se ainda estivesse aqui – ou talvez esteja.
Perdoem a comparação, mas é como um membro do corpo que foi amputado e você o continua sentindo.
Não é vazio. Não é ausência. É somente uma presença diferente.
Uma presença que – como outras – você acaba se acostumando.
Não fica menor. Não fica maior. Apenas fica.
Se você souber lidar com ela…

E lá se vão 33 anos.

Ainda que a gente não saiba para onde olhar pra te encontrar, o amor continua sempre. Pra sempre.

Fecha aspas.
Aline Fagundes

2 respostas a Panegírico

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